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Amazon kung Fu Fight

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Neste domingo, 18 de Novembro, aconteceu no ginásio da UEPA a primeira edição do Amazon Kung Fu Fight realizado pelo Sistema Tao Chi de Kung Fu. O evento reuniu várias associações de kung fu do Estado e a Associação Chin Wu de Kung Fu/Wushu e os alunos da Escola Assistencial La Salle marcaram presença e fizeram uma grande festa.

As associações participantes estão de parabéns pelo grande desempenho de seus atletas que demonstraram grande perícia e espirito esportivo, está de parabéns também a organização do evento que conseguiu realizar um campeonato com um ótimo nível de organização e estrutura, dando mais opções de competição e divulgação das artes marciais chinesas no Estado.

Este foi com certeza o campeonato dos recordes, foi a maior participação de alunos liderados pelo professor Pablo Silva foram cerca de sessenta alunos competindo em várias modalidades. A ACKW levou cerca de 23 atletas enquanto a Escola Assistencial La Salle foi com um contingente de 38 atletas com destaque principal para os alunos do projeto Sol Nascente e para as atletas de Tai chi chuan que realizaram uma linda apresentação que deixou a todos muito admirados.

Os alunos da ACKW mais uma vez foram destaque, mostrando suas perícias e conquistando o pódio diversas vezes. Os alunos mais antigos mantiveram seu potencial de sempre se superar, mostraram um nível técnico que vem crescendo a cada campeonato. Muitos se perguntavam se eram mesmo merecedores de estarem nas categorias as quais foram colocados e a resposta veio em forma de vitória, os iniciantes da Chin Wu também fizeram bonito nas formas e no combate (kuoshu-lei tai) com destaque para Walter Lobato E Fabbio Farinha que conquistaram a segunda premiação da Chin Wu nas lutas levando ouro e prata respectivamente.

Faz exatamente um ano que os primeiros alunos da Escola Assistencial La salle participaram de seu primeiro campeonato, de lá para cá já conquistaram muitos títulos inclusive dois campeonatos paraenses e neste evento bateram um recorde que não era esperado, foram cerca de 38 participantes trinta somente do projeto Sol Nascente. Este projeto visa colocar os jovens da escola como protagonistas dentro das artes marciais, estes tem a oportunidade de ensinar seus conhecimentos para outros jóvens e com muito orgulho puderam ver hoje o fruto de sua dedicação coma vitória de seus alunos. As alunas de tai Chi também mostraram que a modalidade veio para ficar, realizaram uma excelente apresentação rompendo seus medos e receios e conquistando a admiração do publico, foi realmente muito emocionante ver a força dessas atletas.

Todos estão de parabéns pela sua dedicação, o importante não é a vitória em si mas o potencial que os alunos demonstraram, o potencial de competir, de se superar, de viver algo intenso de se emocionar e a manter o equilíbrio mesmo sobre a vitória e a derrota e o potencial de se divertir como uma grande família da artes marciais chinesas. Parabéns alunos da Chin Wu. Parabéns alunos da Escola La Salle. Continuem sempre neste caminho.

La Salle 2012

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Desde 2010 o Professor Pablo Silva vem realizando, na Escola Assistencial La Salle um trabalho no bairro do Icui-Laranjeira e proximidades, em conjunto com as atividades de artes marciais chinesas. O trabalho iniciou com pouco mais de 30 alunos hoje conta com cerca de 100 alunos de kung fu entre crianças, adolescentes e adultos, além de 20 alunos e alunas de Tai chi chuan, prática que iniciou este ano na escola como atividade teste e agora esta se consolidando entre os alunos como uma forma de se manter a saúde mental e física.

Os trabalhos dentro da comunidade vêm se desenvolvendo cada vez mais, principalmente após a aprovação do Projeto Sol Nascente pela Fundação La Salle que lançou um concurso onde dez projetos seriam contemplados e o Projeto Sol Nascente, desenvolvido por Irmão José Herber,  professora Priscila Araújo e professor Pablo Silva foi escolhido pelo seu foco em protagonismo juvenil. Este Projeto desempenha um grande papel na escola e consolida as artes marciais chinesas e o trabalho desenvolvido pelo professor Pablo Silva junto com seus alunos que, graças ao Projeto, estão tendo a oportunidade de passar seus conhecimentos adiante como monitores de kung fu na entidade.

Nestes anos em que esteve na frente das artes marciais no La Salle, professor Pablo conseguiu grandes conquistas junto com seus alunos, a ultima foi a conquista inédita no I campeonato paraense de kung fu da Liga Paraense em Curuçá. Sempre recebendo grande apoio de seus alunos e funcionários da Escola.









Homenagem às duas pessoas que tanto contribuiram para que o Projeto Sol Nascente saisse do papel e viesse beneficiar os jovéns do ICUI. Esperamos que vocês possam estar logo logo juntos conosco novamente e ver o quanto suas sementes estão crescendo e daqui a pouco criando seus primeiros frutos







Professora Priscila Araújo











Irmão José Heber







Em memória de ERONILSON



La Salle 2012

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Teve inicio nesta ultima semana as atividades referentes ao ano de 2012 na Escola Assistencial La Salle no Bairro do Icui. As primeiras atividades foram direcionadas aos monitores e professores que participaram de uma palestra onde foram abordados vários assuntos relacionados à didática e o foco do trabalho na escola.

No primeiro dia o Irmão (diretor) José Heber falou da importancia de se ter paixão pelo trabalho realizado e também sobre o grande crescimento e procura pelos cursos oferecidos na escola além de apresentar o novo grupo de monitores e professores que atuarão este ano e que assumiram um grande compromisso com a comunidade carente. Também falou um pouco da origem da entidade e ressaltou os valores os quais os membros devem reger suas aulas.

Também palestrou o professor Márcio que em seu momento falou sobre a importancia do planejamento das aulas, reforçando a didática dos professores.

No segundo dia O inrmão José mostrou a dimensão da instituição lassalista e seus trabalhos, presente em diversos países e localidades e a importância que esta tem dentro das comunidades carentes.

Finalizamos a palestra cheios de entusiasmo de que este ano a Escola e seus trabalhos atinjam ainda mais pessoas, para que estas possam usufruir de seus cursos que são de ótima qualidade, com profissionais responsáveis e comprometidos com a causa da Escola.


Aqueles que se interessarem e quiserem participar dos cursos devem entrar em contato com a administração da Escola (Escola Assistencial La Salle - Estrada Icuí - Guajará - 175, CEP - 67120-370 – ANANINDEUA – PA, Tel(91) 3297-3147). Os cursos são de graça e atendem crianças, jóvens e adultos de várias idades. Venha fazer parte você também.

Visita da Chin Wu a Escola CENHAMAR

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Foi com muita satisfação que os alunos e amigos da Associação Chin Wu de Kung Fu, fizeram uma visita neste domingo 23 de à Escola CENHAMAR na vila Moara em Águas Lindas no municipio de Ananindeua. A visita teve como objetivo celebrar o dia das crianças e apresentar o projeto CENHAMAR ao novo grupo de amigos da escolinha.

 Os alunos e amigos da Chin Wu arrecadaram cerca de 70 brinquedos que foram distribuidos entre as crianças da escola e da comunidade, além de lanche e uma apresentação realizada pelos membros do grupo. Foi um momento de muita alegria para as crianças e de muito aprendizado e solidariedade.

No final da visita o grupo da Chin Wu e os representantes do projeto, Dada nrverdananda, Lúcia e Dirlene se reuniram e conversaram sobre a história do CENHAMAR e agradeceram pela ação.

Agora a Chin Wu busca ajudar a escolinha arrecadando materiais escolares para que as crianças possam manter a qualidade do ensino passado pelos professores do CENHAMAR que estão de parabéns pela iniciativa e pelo trabalho social na comunidade.


Delegação Paraense obteve Êxito-Nota do Diário do Pará

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Carta aos amigos

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De Dreyla Aires

Ananindeua, 12 de Setembro de 2011

Amigos,

Quanta saudade! E muita felicidade em ter todos aqui novamente. Quero que saibam o quanto pensei, torci e desejei estar lá em Brasília, apoiando e falando com meu olhar, o valor e a capacidade de cada um.

Bem, mas sei, sozinhos não estavam; a vontade, o amor ao kung fu e toda dedicação ao longo dos treinos, eram seus grandiosíssimos amigos. Dedicaram-se e fizeram o melhor. Estou muito contente por todos os resultados, pois vocês, atletas da Chin Wu, representantes do Pará, trouxeram a mais preciosa e bela medalha: a da superação. Dificuldades financeiras, climáticas ou de qualquer outro tipo, me fez acreditar ainda mais que todos são vencedores. E em relação ao Sihing...gostaria de falar olhando para o senhor: Obrigada pela amizade, alegria, paciência e acima de tudo, o profissionalismo dentre tantas outras coisas boas, otimistas  que nos passa. Desejo perserverança, realização dos seus sonhos, felicidades. Ah! Já ia esquecendo! Sentimos demais a sua falta, viu? (risos). Em relação aos instrutores, na minha opinião, estão de parabéns; Bruno, Tadeu, Rodrigo, Márcio, tentram ao máximo colocar ordem e cumprir o programa. Mostraram-se atenciosos, dispostos a ajudar a nossa Associação. Acredito que este foi um momento de grande aprendizado, tanto para quem foi a Brasília, quanto para quem ficou na Chin Wu. Lições foram tiradas de cada minuto vivido.

Parabéns a todos os atletas, ao Sihing, aos instrutores e a outra peça importantíssima que não pode deixar de ser mencionada: a Maria, sempre nos lembrando do nosso dever.

Carinhosamente,

Dreyla Ayres

22º campeonato brasileiro de kung fu

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Foi com muita honra e satisfação que a Associação Chin Wu participou da 22ª edição do Campeonato Brasileiro de Kung Fu Wushu, evento realizado em Brasília-DF no período de 8 a 11 de Setembro e organizado pela CBKW através da federação do Distrito Federal. Foram 4 dias de competição onde os atletas paraenses disputaram o tão cobiçado título nacional com mais de 800 atletas de diversos Estados.

O Pará estava representado por 16 atletas sendo 10 atletas da Associação Chin wu que participaram nas competições de formas e trouxeram um excelente resultado para o Pará angariando 5 medalhas, sendo 1 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze. Foram dias e dias de muito esforço e dedicação por parte dos atletas que conseguiram mostrar que no Estado do Pará o Kung Fu está forte e com nível de competição equiparável aos melhores Estados.

Foi um desafio muito grande para os atletas do Estado representar nosso povo, a começar pela falta de incentivo ao esporte. Todos os atletas arcaram com todas as suas despesas desde as passagens até a alimentação, sem falar na luta pela adaptação a um clima ao qual não estamos acostumados. Mesmo com todas as dificuldades os atletas da Chin Wu se mostraram verdadeiros heróis, não deixando que suas limitações atrapalhassem seu desempenho dentro do Campeonato e como recompensa alcançaram seu objetivo, foi a primeira competição destes atletas fora do Estado, muitos estavam nervosos, mas confiantes de que podiam fazer o seu melhor e conseguiram. Além disso puderam obter uma experiência que só quem participa de uma competição verdadeira pode conseguir. Seus feitos marcam o inicio de um novo caminho a se trilhar pelos atletas da Chin Wu.

Foi com muito orgulho que pude acompanhar a saga destes atletas vencedores, mesmo que alguns não tenham alcançado o pódio, se mostraram atletas dignos e de caráter. Não podemos esquecer também dos atletas que permaneceram no Estado os quais por falta de incentivos como patrocinios, não puderam participar do campeonato, mas que trabalharam muito para que seus colegas pudessem ter o mínimo de conforto em sua viajem, a estes nós desejamos um grande obrigado pelo esforço e também parabenizamos pois a vitória é de todos nós.

Parabéns aos atletas da Chin Wu, parabéns atletas Paraenses, que em nosso futuro estejam reservadas belas vitórias como estas que vocês conquistaram neste evento. Parabéns a todos.

Diário de praticante parte 7

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05/09 - Ultimo dia de aula

Este foi o ultimo dia de aula na academia do professor Alexandre, apesar do pouco tempo que tive pude aprender muito do estilo garra de águia da Família Lau, aprendi novos conceitos e histórias referentes ao kung fu. Sou muito grato pela confiança depositada em minha pessoa e pelo rico conhecimento que me foi transmitido, é algo que busco desde meu primeiro contato com as artes marciais chinesas. Obrigado Professor Alexandre Gomes Neto espero corresponder às expectativas. Faremos o possível para desenvolver este sistema em nossa morada.

Gostaria de agradecer às pessoas que ajudaram a Chin Wu neste novo caminho, D. Àdria, as irmãs Mirian e Ruth, aos instrutores que estão ajudando nas aulas na minha ausência e a todos os alunos, pais de alunos e amigos que nos apoiam e que acreditam em nosso trabalho, quero agradecer principalmente à minha esposa Maria que tanto me ajudou e ajuda, tomando para si meus sonhos e fazendo-os acontecer. Um muito obrigado a todos vocês.

Me despeço deste diário de praticante, confiante no novo caminho traçado pela Chin Wu. Me preparo agora para encontrar nossos atletas para mais uma grande conquista, rumo ao campeonato nacional. Encontro vocês lá, aguardem por noticias gafanhotos. Até.


Diário de praticante parte 6

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03/09 - Folga continuação

A noite não tenho costume de sair, mas como tenho pouco tempo aqui no Rio o pessoal resolveu me levar para conhecer uns locais. Fomos em locais bem conhecidos do Rio que só ouço pela Tv, foi muito bacana, fico imaginado aquilo tudo pela manhã deve ser um espetáculo, mas mesmo sob a noite foi muito bacana. 

Conheci e passei por locais bem diferentes dos que costumo ver em Belém e vi muitas figuras interessantes, pela janela do carro vi as luzes que vinham dos morros, parece uma decoração proposital para que aquele monte fique mais bonito, de longe vi o Cristo com seus braços abertos e fico imaginando a vista de lá, acho que não poderei visitá-lo devido o tempo, mas na próxima com certeza irei, Copacabana é tudo o que dizem. De lá fomos na Feira de Paraiba, é um comnplexo onde vemos de tudo da cultura norte e nordeste. Realmente é uma pena o pouco tempo que tenho pra conhecer o Rio, mas graças aos amigos que fiz pude aproveitr bem esse tempo.

É isso ai garotos ainda temos um dia de folga e vamos ver o que o dia nos reserva. Estou aproveitando estes dias, agradecendo a Deus por estes momentos. Até a próxima gafanhotos.


Diário de praticante parte 5

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02/09 - 5º dia de treino

Finalizamos a 3ª fase, está tudo gravado na mente, agora vamos às correções e detalhes das aplicações restantes, realmente o estilo eagle claw da Grã Mestra é muito bacana, suas formas possuem uma força e beleza difíceis de descrever e é realmente muito eficaz. A Chin Wu agora faz parte desta família, ainda estamos engatinhando, mas demos o primeiro passo, graças aos esforços dos alunos, amigos e do professor Alexandre que nos aceitou como seus representantes no Pará. É nosso dever agora aperfeiçoar, desenvolver e divulgar esse sistema que atravessou gerações até chegar em nossas mãos. Dia 11 de Setembro estarei retornando com este conhecimento que passarei para nossos alunos e para quem se interessar e vocês poderão confirmar as palavras que digitei acima. Estamos perto de finalizar o curso e o aproveitamento foi de 100%.

03/09 - Folga

Neste dia não teve treino, aproveitei para passar o dia com minha tia e primas, visitei o teatro e conferi a apresentação de balé de minha priminha, foi muito divertido, fiquei morrendo de saudades de minha filhota, havia muitas crianças da idade dela, me emocionei em pensar o quanto ela está distante. Amanhã também é dia de folga e me prepararei para mais uma jornada rumo a um novo território que é o das competições fora do Estado. Sei que nossos atletas estão se esforçando em Belém e sei que farão o melhor possível nesta competição. Iremos com toda a raça que a Chin Wu possui, aprenderemos e levaremos o nome do Estado do Pará para que todos vejam que nossos atletas são tão fortes quanto qualquer praticante de artes marciais chinesas, cientes de que a luta que travamos vai nos render bons resultados. Avante atletas da Chin Wu. Avante atletas Paraenses.

Diário de praticante parte 4

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01/09 - 4º dia de treinamento

Olá a todos os gafanhotos. Este foi o 4º dia de treino e foi muito proveitoso, professor Alexandre me explicou mais sobre o estilo garra de águia e sua história que se encaixa muito bem nas técncias e explica a criação de muitas delas, demos um tempo no treino da 2ª fase para averiguar como andam as técnicas que conheço da 3ª, a qual possui muitas técncias novas, estou ancioso em repassar isso para os alunos.

Estou me esforçando o máximo para decorar as técncias e cada uma de suas aplicações, não está sendo uma tarefa tão fácil como pensei que ia ser, mas estou tentando fazer o melhor, graças ao aluno Carlos estou podendo gravar uma boa parte das técncias assim minha atenção se volta por completo ás aplicações.

O frio ainda ta brabo mas o pior ta sendo a abstinência do açai hehe, mas não é nada comparado a saudade da familia, principalmente de minha pequena.

Fiquem todos com Deus. Até a próxima.

Diário de praticante 3ª parte

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31/08 - 3º dia de treino

Esse foi o terceiro dia de treino, já estou me familiarizando com as novas técnicas, ainda algumas dúvidas devido as antigas técnicas, mas nada que o tempo não dê jeito, por falar em tempo o tempo aqui virou de repente, frio nada, gelo mesmo e eu só de bermuda e camiseta hehe, sem falar no engarrafamento e foi um dos pequenos que peguei, mas fora isso tudo bem.

Treinar o sistema Eagle Claw da Grã mestra Lily Lau está sendo muito gratificante, seremos os primeiros a representar este sistema em nosso Estado, me sinto orgulhoso e confiante no crescimento que essa mudança nos proporcionará. Professor Alexandre está ajudando bastante e é bem atencioso e como um eterno gafanhoto (não me copiem hehe) tento assimilar o máximo possível. Só é uma pena poder treinar apenas uma parte das técnicas, mas controlarei minha gafanhotice.

Teremos que rever muitos de nossos antigos conceitos, teremos muito trabalho pela frente, mas lhes garanto que será uma nova promessa de desenvolvimento dentro das artes marciais chinesas no Estado.

Sinto falta de minha família e de todos na Chin Wu, espero que estejam todos bem e treinando os sugados e os ultra sugados hehe. Daqui a pouco estarei levando novidades interessantes aguardem.

Até mais galera.

Diário de praticante parte 2

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30/08 - Segundo dia de treino

Dessa vez fui sozinho ao local, imaginem um local distante em Belém, agora multiplique por dois ou três, essa é a distancia que percorro até o local do treino, o pessoal reclama da distância na cidade nova, mas não tem noção do quanto é distante por aqui, mas é muito legal, conheço lugares novos e paisagens bem diferenciadas, em Belém e Ananindeua o terreno é plano, aqui demora a me acostumar com um terreno cheio de altos e baixos, é como se fosse cercado por uma enorme muralha, o Rio é muito bacana, mas a saudade da terrinha é maior.

Finalizei finalmente a 1ª fase do sistema eagle claw da linhagem da grã mestra Lily Lau, professor Alexandre me deixou por dentro de suas aplicações e cada um dos movimentos se encaixam dentro das formas. É interessante conhecer os fundamentos do estilo, vemos finalmente o garra de águia "destrinchado", pormenorizado.

Algumas técnicas não possuem muitas diferenças das que conhecemos, no entanto outras são completamente novas e suas aplicações, também diferentes, mostram toda a eficiência do estilo. Elas são baseadas em um poema do garra de águia que levarei a vocês quando chegar e cada uma possui seu nome e sua história.

Até a próxima gafanhotos

Diário de praticante parte 1

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Olá gafanhotos!


Vou narrar essa nova empreitada pela qual a Chin Wu está passando para garantir a qualidade de seu ensino e desenvolver ainda mais seus atletas. Vou tentar mostrar cada detalhe desta viagem, que nesses poucos dias já está rendendo boas histórias. Por isso leiam e curtam essa aventura.

28/08 - Dia da partida

Esse dia foi muito cansativo, apesar de treinar o garra de ÁGUIA, não fui feito para o ar não (hehe brincadeira), foram três escalas até chegar no Rio, apesar do cansaço me divertia vendo a cara de susto das pessoas quando o avião sacudia devido as turbulências, devia estar fazendo uma careta igual. Em vitória pude falar com Marco Nanini, mas infelizmente ele não bate fotos, tive que me contentar com o autografo (hehe).

Chegando no Rio fui recebido pela minha tia e minha prima, as malas sumiram e ficamos um tempão até acharem. Chagando na casa de minha tia capotei e fui até o outro dia.

29/08 - Início

Hoje foi a primeira aula dentro do Sistema Lily Lau garra de águia, o professor Alexandre foi muito receptivo e se mostrou um grande profissional e conhecedor do estilo (já temos muito o que corrigir garotos), mas é empolgante a possibilidade de crescimento dentro do garra de águia, temos muito trabalho pela frente, mas já sinto que está valendo muito a pena.

Aguardem minha volta garotos, com certeza nossa luta vai render frutos. Até a próxima.


Chin Wu no Sem Censura Pará

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A Associação Chin Wu esteve presente em um debate no Sem Censura Pará da TV Cultura Pará, onde o professor Pablo Silva falou sobre o trabalho da Associação e a ida de seus atletas ao 22º campeonato brasileiro que acontecerá em Brasília-DF em Setembro.

Foi uma experiência gratificante; apesar do nervosismo de ser um programa ao vivo, todos da TV Cultura foram absolutamente cordiais e agradáveis. Foi um clima de harmonia e entretenimento, com resultado positivo, pois saímos de lá com uma sensação de termos sido acolhidos e que resultados virão.

Temos que agradecer imensamente a Flávia Lima, que foi formidável em seu atendimento. À apresentadora Renata Ferreira por sua elegância e acreditem! Uma pessoa simples, que nos deixou muito a vontade. Obrigada a todos da Cultura.

Queria deixar registrado que foi uma pena, por todos os atletas não terem participado do programa. Obrigado a todos; alunos, pais, amigos e todos que participam do crescimento da Chin-Wu.

P.S.(Maria Medeiros) bom cai de para quedas no programa, pois fui convidada de última hora, pois antes houve um bate papo e acharam interessante minha participação.Fiquei feliz e honrada em representar cada atleta da Chin Wu. Hou.


COI mantém wake, escalada e kung-fu entre os que tentam virar olímpicos

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Presidente confirma os oito esportes que brigarão por uma vaga em 2020 e anuncia inclusão de seis provas nos Jogos de Inverno de Sochi-2014

Por Das agências de notícias

Durban, África do Sul

Oito esportes, incluindo wakeboard, escalada esportiva e wushu (kung-fu), seguem na briga por uma vaga no programa olímpico dos Jogos de 2020. Em congresso em Durban, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que manteve, além das três, o beisebol, o softbol, o squash, a patinação e o caratê na lista de candidatos. Excluiu surfe, dança, boliche e netball. A decisão será em 2013, quando também será conhecida a sede dos Jogos.

O wushu é o nome original da arte marcial chinesa que, no ocidente, se popularizou como kung-fu. Foi reconhecido pelo COI em 1999 e é um dos esportes dos Jogos Asiáticos.

Em Durban, o COI também votou a inclusão de seis provas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014: esqui estilo livre slopestyle, snowboard slopstyle e snowboard slalom paralelo - todas no masculino e no feminino. O slopestyle é uma da modalidades dos X-Games de invernos. Nela, os esquiadores descem uma montanha e, depois de saltam sobre obstáculos.

Fonte: Globoesporte.com

Casamento

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No dia 1 de Julho Aconteceu o casamento de Márcio Lima e Érica Renata o evento aconteceu na capela da igreja Pão de Santo Antonio e contou com a presença de familiares e amigos dos noivos. Foi uma serimônia muito bonita que selebrou a união do casal. Nós desejamos muitas felicidades nessa nova fase de suas vidas e que a união do casal perpetue.

Felicidades de todos da Chin Wu.

Confira as imagens

Batalha pela alma do kung fu

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À sombra do legendário templo Shaolin, na China, os discípulos de um mestre de kung fu encaram as mudanças no mundo das artes marciais.

Por Peter Gwin
Foto de Fritz Hoffmann

O mestre passa seu último dia de vida envolto em uma colcha costurada pela esposa, sua respiração rascante e irregular dominando o espaço exíguo do quartinho. Ao longo daquele dia frio de primavera, um fluxo de visitantes deságua na pequena cidade de Yanshi, no sopé das montanhas Song, para render homenagem a Yang Guiwu em seu leito de morte. Ele é o homem que lhes ensinou o kung fu. Alguns envergam hábitos de monge e distribuem bênçãos ao entrar na casinha de tijolos. A mulher do mestre, de cabelo branco bem penteado, espalma os ombros de cada recém-chegado como se fosse um irmão de sangue e o admite cozinha adentro, para além do fogareiro de brasas ardentes, para se juntar aos familiares e outros discípulos reunidos ao pé da cama de seu marido.

A esposa debruça-se sobre ele para anunciar um visitante especial, o último discípulo que o mestre acolheu no âmbito de sua família kung fu, 15 anos antes. "É Hu Zhengsheng", diz ela. De abrigo esportivo e calçando as tradicionais sapatilhas de pano, Hu, hoje um espadaúdo homem de 33 anos, inclina-se sobre a criatura encarquilhada. "Shifu", fala ele baixinho, respeitoso, empregando o termo mandarim para "professor". "O senhor está me ouvindo?" Pálidas e finas feito papel de arroz, as pálpebras do velhinho tremem. Por um instante, suas pupilas parecem se fixar no rosto do jovem, antes de se dispersarem.

Foram muitas as vezes em que o mestre contou a Hu como acordava de sonhos nos quais seus antepassados nas artes marciais, monges do templo Shaolin há muito falecidos, vinham visitá-lo. Eles traziam a sabedoria amealhada ao cabo de séculos por muitas gerações de homens cujos pés vincaram as lajes do salão de treinamento da instituição e cujos ossos estão agora enterrados na floresta do Pagode, do lado de fora das muralhas do templo. Eram esses os monges que dedicaram a vida ao aperfeiçoamento dos estilos do kung fu, com nomes do tipo "punho de flor de ameixeira" ou "palma da mão do pato mandarim", cada qual uma sinfonia de movimentos, com variações sobre como empurrar músculos e ossos em direção a seus limites. Ou para além deles, diria alguém. Talvez até, cogita Hu, esses ancestrais estejam agora rodeando o mestre.

Os avançados discípulos do mestre veem uma ironia no fato de que os pulmões do velho o estejam traindo ultimamente. Ele teria aprovado mais esse giro na roda da vida, uma lição terminal de humildade ao homem que os instruiu sobre o papel fundamental da respiração no aproveitamento da chi, ou força vital, de cada um. Era a primeira coisa que ele ensinava: respirar "pelo umbigo", expirar pelo nariz, de forma constante, controlada, em harmonia com as batidas do coração e com o ritmo dos outros órgãos. Aprender a respirar certo, dizia ele, era o passo inicial no árduo caminho que leva as pessoas a se conectar com seu manancial de força chi, abrindo dessa maneira uma das portas ocultas do universo.

Agora, com ou sem espíritos invisíveis a seu lado, Yang Guiwu aguarda diante de outra porta oculta do universo. Os discípulos ouvem na respiração dele os sinais de que ele está tentando reunir sua força vital para a jornada a sua frente.

A cerca de 19 quilômetros de onde o velho mestre jaz, em um vale logo depois das montanhas Song, ônibus de turismo preparam-se para regurgitar sua carga diária de visitantes do templo Shaolin. Todo mundo quer ver o berço da maior lenda do kung fu na China. Foi bem ali que um místico indiano do século 5 ensinou aos monges uma série de exercícios, ou formas, que imitava o movimento de animais. Os monges adaptaram as formas à defesa pessoal e, mais tarde, as modificaram, tendo em vista a guerra. Seus descendentes aperfeiçoaram essas "artes marciais" e as utilizaram pelos 14 séculos seguintes em incontáveis batalhas contra déspotas inimigos, sufocando rebeliões e repelindo invasores. Muitos desses feitos se acham anotados em lousas de pedra no templo, ornando também narrativas que datam da dinastia Ming (1368-1644).

Os estudiosos descartam grande parte desses relatos como lendas costuradas com alguns elementos de realidade. As artes marciais a mão livre existiram na China muito antes do século 5 e provavelmente foram trazidas a Shaolin por ex-soldados em busca de refúgio. Durante longos períodos de sua história, o templo era essencialmente um Estado afluente, dispondo de um bem treinado Exército. Quanto mais os monges combatiam, melhores lutadores se tornavam e maior ficava sua fama. Todavia, eles não eram imbatíveis. O templo foi saqueado repetidas vezes ao longo de sua existência. O golpe mais devastador veio em 1928, quando um senhor da guerra vingativo incendiou a maior parte do prédio, inclusive sua biblioteca. Séculos de pergaminhos que detalhavam a teoria e o treinamento do kung fu, bem como tratados da medicina chinesa e escrituras budistas, acabaram destruídos. A transmissão do legado do kung fu de Shaolin passou a se dar apenas de mestre para discípulo, por homens como Yang Guiwu.

Hoje, porém, as autoridades do templo parecem mais interessadas em consolidar a marca de Shaolin do que em restaurar sua alma. Durante a última década, Shi Yongxin, o monge-mor de 45 anos de idade, ergueu um império internacional de negócios que inclui excursões de trupes de kung fu, projetos para TV e cinema, uma loja on-line de chás e sabonetes com a marca Shaolin e templos franqueados no exterior. Além disso, muitos dos homens de cabeça raspada e hábitos monásticos que operam as numerosas caixas registradoras do templo admitem não serem monges de verdade, e sim empregados vestidos a caráter. Bebendo chá em seu escritório, o sereno Shi sustenta que todos esses esforços servem para disseminar o budismo. "Fazemos com que mais pessoas conheçam o zen-budismo e promovemos a nossa cultura", diz ele. Com seu olhar melancólico, o homem tem o talento do político para dar a impressão de que acredita no que está dizendo.

Esse é um argumento que Shi tem repetido muitas vezes, tanto na imprensa chinesa quanto na mundial, e ele nem é o primeiro monge-mor a enfrentar a crítica de que Shaolin busca riquezas em vez de iluminação. Em todo caso, quer seja uma instituição evangelizadora, quer seja apenas lucrativa, o templo Shaolin ajudou a deflagrar uma inegável renascença do kung fu, a qual coincidiu com a própria emergência da China como potência mundial. Em nenhum outro lugar isso é mais evidente do que em Dengfeng, uma cidade de 650 mil habitantes, a apenas 10 quilômetros dos portões do templo. Cerca de 60 academias de artes marciais surgiram ali nas últimas duas décadas, com mais de 50 mil alunos. As maiores situam-se ao longo da avenida principal, erguendo-se feito cassinos em Las Vegas, com dormitórios em arranha-céus que ostentam murais que exibem lutadores de kung fu, dragões e tigres.

Essas academias preenchem suas vagas com garotos e um número crescente de meninas, vindos de todas as províncias e classes sociais, com idades que vão dos 5 aos 30 anos. Alguns chegam com a esperança de se tornar estrela de cinema ou atingir a glória como kickboxer. Outros vêm para adquirir habilidades que lhes garantirão empregos no Exército, na polícia ou em empresas de segurança. Uns poucos são enviados pelos pais para aprender disciplina e a trabalhar duro.

Durante seis dias por semana, 11 meses por ano, as academias despertam bem cedo, animadas por legiões de alunos vestidos com abrigos esportivos e dispostos em fileiras bem alinhadas, a praticar kung fu. Olhares fixos à frente, costas eretas, eles golpeiam com mãos e pés em uníssono, suas vozes pontuando o ar matinal ao repetir as cadências ordenadas pelo instrutor.

Alguns dias antes de visitar seu mestre moribundo, Hu Zhengsheng atendeu a um telefonema que muitos praticantes de artes marciais passam a vida ansiando receber. Era um produtor de Hong Kong que oferecia a ele o papel principal em um filme de kung fu. É fácil entender o porquê do convite: Hu tem um belo rosto de garoto e projeta uma confiança adquirida através de anos a se testar física e mentalmente.
No entanto, ele não tem certeza se vai aceitar. Hu não concorda com a maneira pela qual o kung fu costuma ser retratado nos filmes: uma celebração de violência que ignora os princípios disciplinares de moralidade e respeito pelo oponente. Sem contar seu medo de cair nas armadilhas da fama. Seu mestre exortava-o a permanecer humilde, mesmo quando Hu superou os demais alunos. A humildade derrota o orgulho, pregava Yang. O orgulho derrota o homem.

Por outro lado, o papel no cinema traria publicidade e dinheiro, coisas tão necessárias a sua pequena academia de kung fu. Com a bênção de seu mestre, Hu fundou a escola há oito anos na periferia de Dengfeng. Ao contrário das grandes academias, que privilegiam a parte acrobática do kung fu e o kickboxing, Hu ensina a seus 200 garotos - e algumas garotas - as formas antigas do Shaolin que lhe foram passadas por Yang Guiwu.

Mas a luta não é a lição mais importante do kung fu, explica Hu. O foco é a honra. As habilidades que ele transmite a seus pupilos vêm com uma responsabilidade. Ele espera de cada um respeito e disposição de "engolir o amargor", aprendendo a conviver com a adversidade usando-a para disciplinar a vontade e forjar o caráter.

À noite seus alunos dormem em quartos sem aquecimento. Sob qualquer temperatura, eles treinam ao ar livre, em geral antes do nascer do sol. Esmurram troncos de árvore para enrijecer as mãos e praticam agachamentos com outro aluno montado em seus ombros para desenvolver força nas pernas. Durante os exercícios, os treinadores usam bastões de bambu para sapecar os tendões de quem não fizer os movimentos com perfeição ou cujo esforço é considerado insuficiente. Quando lhe pergunto se um tratamento tão severo não poderia criar alunos injuriados, Hu sorri: "Eles estão engolindo o amargor. E entendem que isso os torna melhores".

O problema de Hu é menos perder alunos do que recrutar novos interessados, de maneira a arcar com as despesas da escola. Muitos dos garotos vêm de famílias pobres, e o mestre só cobra deles a comida. Aos poucos, porém, ele se curvou às novas tendências no ensino e passou a oferecer cursos de kickboxing e de formas acrobáticas de kung fu, na esperança de atrair novos pupilos, para depois dirigi-los às formas tradicionais.

Pela própria experiência, Hu sabe que a ideia de um garoto sobre o kung fu pode mudar com seu amadurecimento. Quando jovem, ele era obcecado por filmes de luta marcial, sorvendo as performances de Bruce Lee e Jet Li, dois dos mais famosos astros desse tipo de cinema, e vivia fantasiando vinganças contra os valentões de sua aldeia. Aos 11 anos, conseguiu cavar sua admissão ao templo Shaolin, onde virou ajudante do treinador de uma das trupes performáticas. Mais tarde, esse homem o apresentou a Yang Guiwu. "Quando encontrei Yang, eu já havia memorizado muitas formas tradicionais", conta Hu. "Mas ele me ensinou a teoria por trás das formas. Por que você deve mover sua mão de uma certa maneira. Por que seu peso deve recair sobre determinada parte de seu pé." Ele levanta-se para demonstrar isso. Um golpe de mão, explica Hu, é disparado como um lance de xadrez, antecipando uma gama de possíveis contragolpes. "Seja lá como meu oponente responder, estarei preparado para bloquear seu golpe e disparar um segundo, um terceiro e um quarto ataque, cada qual direcionado a um ponto de pressão." Ele faz a pantomima dos movimentos em câmera lenta.

"Um aluno pode aprender isso em um ano", afirma Hu. "Mas fazer assim" - suas mãos e seus cotovelos viram um borrão ao repetir o movimento a toda velocidade - "leva muitos e muitos anos." A diferença, ensina ele, está em realizar os movimentos sempre de forma instintiva, despachando cada golpe com precisão e força máxima, sem sacrificar o equilíbrio.

"Não há pontapés voadores ou acrobáticos", garante ele. Tais movimentos expõem pontos vulneráveis. "Shaolin é pensado para o combate, não para entreter plateias. É difícil convencer a garotada a empenhar muitos anos aprendendo algo que não os tornará ricos ou famosos." Ele parece absorto nesse pensamento: "É dessa maneira que os estilos tradicionais vão se perder".

Um garoto vestido com a roupa cinza-claro da escola surge à porta do escritório para relatar que um aluno torceu a canela. Quando Hu chega ali para ver o que acontecera, o aluno, machucado, já havia retomado os exercícios, rilhando os dentes enquanto esmurrava um saco de pancadas. Hu meneou a cabeça com satisfação de professor: "Ele está aprendendo a engolir o amargor".

Quando a notícia da iminente morte do mestre Yang chega a seu mais enigmático aluno, ele está no topo isolado de um monte acima do templo Shaolin. Shi Dejian, um monge budista de 47 anos, vem de uma semana bem dura. Primeiro, uma equipe de televisão trilhou o caminho vertiginoso na montanha para chegar ao monastério. Com ela veio um lutador profissional de diversas artes marciais, com a missão de testar suas habilidades contra os monges. (Ele voltou machucado para casa.) Depois, um grupo de neurologistas de Hong Kong apareceu para estudar o efeito do rigoroso regime de meditação de Shi sobre sua atividade cerebral. Em seguida, ele passou uma noite exaustiva aplicando suas técnicas chi para aplacar as dores de um amigo doente. E eis que uma autoridade do Partido Comunista de Suzhou irrompe portão adentro solicitando a cura da diabetes de seu irmão. Para um homem que busca a solidão, Shi anda afogado em gente.

Ele deve essa procissão de estrangeiros em grande parte aos videoclipes veiculados na internet em que ele aparece demonstrando as formas de Shaolin, em geral se equilibrando no topo em agulha de precipícios ou no teto de seu pagode, encravado na face de um penhasco, a um pequeno passo em falso de uma queda fatal de mais de 100 metros. Os clipes, filmados por visitantes ao longo dos anos, espalharam-se por sites de kung fu e de medicina chinesa, chamando atenção à filosofia segundo a qual uma vida saudável gira em torno dos princípios de chan (meditação zen), wu (artes marciais) e yi (medicina herbal).

São esses os mesmos princípios na raiz do pensamento que norteia o templo Shaolin, afirma Shi Dejian. Embora ele não o diga, são também os mesmos princípios que os muitos críticos do templo, dentro e fora da China, afirmam terem sido negligenciados em benefício dos negócios. A mensagem de suas performances desafiando a morte tem a ver, parece, com a autenticidade da sua filosofia: quando você pratica o verdadeiro chan wu yi, torna-se possível esse tipo de coisa.

Cara a cara, Shi parece uma espécie de elfo da montanha, com seu 1,60 metro de altura e uma sólida carapaça muscular. Ele enverga um manto de lã e um chapéu em estilo mongol e prefere falar quando está em movimento, replantando uma muda de cedro ou catando folhas de dente-de-leão para uma salada. Suas risadas constantes sugerem um espírito mais moleque que devoto.

O caminho que o levou a esse pico das montanhas Song teve início em 1982, quando, aos 19 anos, e já um prodígio do kung fu, Shi deixou a casa de sua família, não longe da fronteira mongol, para empreender uma peregrinação ao templo Shaolin. Sua busca por professores desse estilo de luta levou-o a Yang Guiwu, e ele logo se distinguiu como o melhor aluno do mestre. Quanto mais aprendia sobre o kung fu, mais se interessava por suas interseções com a meditação e a medicina chinesa. Por fim, resolveu tomar os votos monásticos no templo Shaolin.

Com as multidões de turistas se expandindo no início dos anos 1990, Shi passou a buscar cada vez mais o recolhimento, acampando perto das ruínas de um pequeno templo em um pico nas proximidades. Os monges mais velhos, desolados pela expansão dos empreendimentos comerciais de Shaolin, o encorajaram a transformar o antigo local em um retiro focado no chan wu yi. Shi recrutou pedreiros para cortar blocos de granito das rochas enquanto ele e seus discípulos içavam sacos de cimento e telhas. Aos poucos, foram transformando o templo carcomido em um complexo de pagodes que parece escalar a encosta granítica íngreme da montanha.

O lugar evoca uma calma meditativa, com bolsões de neblina enclausurados ao longo da crista da serra. Shi e seus discípulos cultivam pequenos bambuzais e terraços plantados com vegetais e ervas. Eles seguem uma dieta vegetariana e colhem flores, musgos e raízes para confeccionar remédios contra tudo, de picadas de insetos a problemas de fígado. As pessoas vêm de toda parte da China em busca de tratamento para diversas enfermidades. Em geral, elas querem cuidar apenas dos sintomas, conta Shi, mas "chan wu yi trata da pessoa como um todo. Quando ela fica saudável, os sintomas desaparecem".

Ele costuma se levantar às 3h30 para meditar. Depois, Shi pratica técnicas respiratórias destinadas a reforçar a chi. Houve um tempo em que ele gastava seis horas ou mais, todos os dias, praticando as formas tradicionais do kung fu. Agora, porém, Shi se vê impulsionado pelas mesmas forças que estão remodelando o templo Shaolin. Ele atende a pedidos de palestras, levanta fundos para finalizar a construção de seu templo, treina seus discípulos e, é claro, dá conta da enxurrada de visitantes - tudo isso competindo por sua atenção e energia. "Mas estou sempre praticando kung fu", garante ele, apanhando minha mão para pousá-la sobre seu imenso quadríceps. Posso sentir a pulsação que imprime ao músculo. Daí, ele move minha mão para a sua panturrilha batatuda. Mais pulsação. "Faço isso o dia inteiro", conta Shi, explicando como incorpora os movimentos de kung fu em todas as atividades diárias, desde arrancar ervas daninhas até escalar montanha.

Não seria o kung fu violento em sua essência, pergunto-lhe, e será que isso não contradiz os princípios de não violência do budismo, como o conhecemos no mundo ocidental? Não, como explica ele, já que o fundamento do kung fu é a conversão de energia em força. Na ausência de um adversário, a prática consiste em uma série de movimentos. As fragilidades físicas e mentais do próprio praticante tornam-se seus adversários.

Às vezes o adversário não está distante. Nem todo mundo que sobe a montanha é amigo, e Shi já sobreviveu a atentados contra a sua vida. Anos atrás, ao ir para casa por uma trilha íngreme, quatro homens o emboscaram tentando jogá-lo para fora de uma saliência rochosa. Eles tinham avançadas habilidades de kung fu, mas Shi rapidamente os repeliu. Esse é um assunto que ele prefere não discutir, mas o incidente é confirmado por outras pessoas. "As montanhas Song estão cheias de rivalidades envolvendo o kung fu", conta-me uma autoridade de Dengfeng, "do mesmo jeito que tem sido há séculos."

Na última manhã que passo em seu retiro, Shi mostra-me suas dependência privadas, uma exígua cúpula de pedra empoleirada na ponta de um íngreme penhasco. Ele me conduz até um terraço com vista para o profundo vale em forma de cuia, acarpetado de espessas florestas de pinheiros. Uma frente fria está em atividade, e sua grossa pelerine agita-se atrás dele. Sem aviso, Shi salta para a mureta baixa que bordeja o bico do penhasco, a ventania inflando sua pelerine, que se alvoroça toda sobre o vazio a suas costas.

"Está com medo?", pergunta-me, ao ver a minha cara. "Kung fu não é só treinar o corpo.
É também controlar a mente." Como uma pluma, Shi saltita com leveza de um pé para o outro, estocando, esmurrando, girando, sempre a centímetros de uma pavorosa queda. Seus olhos arregalam-se quando ele se concentra. O manto encapela-se e farfalha ao vento gelado.

"Você não pode derrotar a morte", proclama o mestre, sua voz alçando-se acima da ventania. Ele lança um pé ao abismo, equilibrando-se em apenas uma de suas pernas troncudas. "Mas você pode derrotar seu medo da morte."

Pouco depois de Hu Zhengsheng visitá-lo em seu leito, Yang Guiwu passa para a outra vida. Dezenas de alunos juntam-se a seus familiares na pequena casa em Yanshi. Shi Dejian chega com dois de seus discípulos. Alguns alunos de Hu demonstram sequências de kung fu.

O assobio seguido de explosões de fogos de artifício enchem os ares, alertando o mundo dos espíritos da chegada do mestre. Um trio de flautistas encabeça o cortejo fúnebre para fora da cidade, em direção ao campo de trigo da família, onde o mestre será enterrado ao lado de seus parentes e em meio ao verde reluzente do trigo.

Enquanto caminhamos atrás do caixão, Hu ainda matuta se deve ou não aceitar o papel no filme de kung fu. Seria desrespeitoso, assim, tão em cima da morte do mestre. No entanto, ele já discutiu o assunto com alguns de seus discípulos, que o encorajaram a aceitar. Isso significa que uma parte de Yang Guiwu sobreviveria na performance de Hu e, quem sabe, inspiraria outros praticantes. Afinal de contas, como lembraram seus alunos, foram justamente os filmes de kung fu que coduziram Hu até o mestre.A roda da vida completou o seu ciclo, como diria o falecido shifu.

Fontes: National Geografic Brasil

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15º Bazar beneficiente

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Foi realizado neste dia 7 de Novembro, no Centro de reabilitação japonesa da cidade nova o 15º bazar beneficiente da entidade, repleto de atrações e atividades da cultura japonesa, brasileira e de outras culturas.

Atividades como o Taiko, danças tradicionais japonesas, dança flamenga e o grupo folclorico do EMAUS marcaram o dia e transformaram o evento em um grande espetáculo e a Associação Chin Wu marcou presença com uma apresentação feita pelo professor Pablo Silva e a aluna Geísa Santos.

Juntamente com o bazar foi realizado o 41º campeonato paraense de sumô onde atletas de Santa Izabel, Ananindeua e outras localidades disputaram as diversas categorias. Organizada pela federação paraense de sumô, a competição foi bastante proficional, mostrando o quanto o sumô vem crescendo no Estado.





Luto

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A Associação Chin Wu presta sua homenagem a Raimundo Barroso da Silva pai de uma grande aluna de nossa escola.

Barroso perdeu sua vida no cumprimento de seu dever como guarda municipal, vítima de atropelamento na ultima terça, 3 de Agosto deixando mulher e três filhos.

Que a familia receba nossa humilde homenagem e apoio neste momento de dificuldade.

Pablo Silva